BOTTEGA VENETA

história

A história da BOTTEGA VENETA, que em italiano significa “loja veneziana”, mas nasceu em Vicenza, cidade ao norte da Itália reconhecida por abrigar até hoje hábeis ourives, começou em 1966 quando o casal Vittorio e Laura Moltedo inaugurou um pequeno, porém dinâmico negócio que manufaturava produtos e artigos luxuosos em couro, como bolsas, carteiras e cintos. Desde seu nascimento, a marca italiana ficou conhecida por tratar o couro usado em sapatos, bolsas e acessórios com o mesmo cuidado com que um artesão manipula filetes de ouro. Seu maior patrimônio era - e continua sendo - o “Intrecciato”, tramas de couro trançado, tal qual como uma cesta. Para a BOTTEGA VENETA, o desfile dos logotipos de maneira óbvia era considerado um tipo de traição ao princípio do produto feito à mão, que é único e pessoal. As iniciais BV só apareciam discretamente dentro das bolsas.




No final da década de 70, a marca italiana lançou, em 1978, o que viria a se tornar um de seus maiores ícones: as pequenas bolsas de mão para festas (conhecida em inglês como “Knot”), que se tornariam objetos de desejo entre as mulheres mais endinheiradas do mundo. Na década de 80 os acessórios da grife se tornaram extremamente populares entre os frequentadores da lendária boate nova-iorquina Studio 54, tendo no cultuado artista pop americano Andy Warhol, um de seus mais notáveis divulgadores. Na década de 90, o interesse pela marca despencou e a BOTTEGA VENETA se viu restrita a um punhado de consumidores abonados. Foi quando em 1998 a família Moltedo resolveu contratar o jovem estilista inglês Giles Deacon para literalmente “chacoalhar a marca”. Sob seu comando a grife lançou a primeira coleção pret-à-porter (roupas) em 2000. O sucesso foi imediato, apesar de suas criações espalhafatosas, especialmente no segmento de roupas, a BOTTEGA VENETA começou a chamar a atenção de outras grandes marcas de luxo.




Foi então, que em julho de 2001, o Grupo Gucci, que hoje pertence ao conglomerado de luxo PPR (recentemente renomeado Kering), comprou 66% da BOTTEGA VENETA por US$ 156.8 milhões. A primeira providência dos novos proprietários foi contratar um novo diretor criativo, o alemão Tomas Maier, para revitalizar a marca, isto é, modernizar o tradicional e o clássico. Tomas Maier deu um novo impulso à marca italiana, mantendo o estilo clássico e atemporal, lançando a sua primeira coleção de pret-à-porter, tanto para mulheres como também para homens. Era o renascimento da marca italiana no concorrido mercado de luxo.




Nos anos seguintes o alemão desenvolveu um conceito de luxo baseado em criação artesanal diferenciada, design inovador, funcionalidade contemporânea e materiais da mais alta qualidade. Com o suporte financeiro dos novos proprietários, pouco a pouco, a BOTTEGA VENETA, então com apenas 17 lojas no mundo, foi crescendo, inaugurando novas e sofisticadas lojas em outros países (como em 2002, quando abriu três unidades localizadas em endereços luxuosos de Paris, Londres e Milão) e fazendo produtos cada vez mais de alta qualidade, estilo e extremo luxo, cujos preços beiravam o absurdo.




Em 2004, além do lançamento da sua primeira coleção de joalheria, a marca italiana inaugurou uma enorme loja de dois andares em plena Quinta Avenida na cidade de Nova York, dando um belo exemplo de como crescer sem perder a aura de butique. Na loja, cada um dos puxadores das portas é feito em couro - e à mão - os tapetes são de lã artesanal da Nova Zelândia e há uma sala dedicada a artigos feitos sob medida em couro para homens e mulheres. Tem clima e ambiente de pequena butique dentro de uma imensa loja. Em 2006 a grife italiana expandiu sua área de atuação ao lançar uma luxuosa e moderna coleção de móveis para casa. Neste mesmo ano inaugurou sua segunda loja em Paris, localizada na badalada Avenida Montaigne. Além disso, no verão, inaugurou uma escola para ensinar o ofício do trabalho artesanal em couro chamada Veneta della Scuola Pelletteria, que apoia e ajuda as novas gerações de artistas. Nos anos seguintes a BOTTEGA VENETA levou seu estilo clássico e luxuoso para outros segmentos com o lançamento de coleções de óculos.




Nos últimos anos, assim como muitas de suas marcas concorrentes, a BOTTEGA VENETA também investiu na Índia, na China, Turquia, Ucrânia e Rússia, procurando atingir os consumidores famintos por produtos de luxo desses mercados emergentes. Além disso, no final de 2009, a marca italiana e a Coty, líder global no segmento de produtos para beleza, anunciaram a formação de uma exclusiva parceria para criar, desenvolver e distribuir uma linha de fragrância sob a grife BOTTEGA VENETA. O resultado foi o lançamento, em 2011, da primeira fragrância feminina da marca (que entre os ingredientes possui uma matéria-prima brasileira: a pimenta rosa), além de loção corporal e sabonete líquido.




A grife italiana desembarcou no Brasil no final de 2011 com a inauguração de uma sofisticada loja no shopping Iguatemi, em São Paulo, onde todos os elementos no interior foram feitos sob medida – desde as vitrines até as maçanetas revestidas em couro. Em 2012 a capital paulista ganhou uma segunda loja, localizada no shopping JK Iguatemi. Recentemente o lançamento da Eau de Parfum da marca italiana, em vidro de murano assinado por Tomas Maier e cuja assinatura da grife aparece na tampa metálica (uma fita em couro) ao exuberante preço de R$ 4.000 (por apenas 50 ml deste líquido cuja fragrância é sensacional), marcou uma tendência que já se pode observar no mundo todo e que tem força para seduzir apaixonados consumidores: o retorno de perfumes em edições especiais, vendidos em frascos que são verdadeiras obras de arte.




A cada coleção, a marca italiana, que não ostenta tendências, persiste produzindo peças com um couro impecável, cores elegantes e modelos discretos. Crescendo silenciosamente e com um perfil discreto, sem alardear seu logotipo, a marca foi adotada por celebridades como a apresentadora Oprah Winfrey, Jennifer Lopez, Sarah Jessica Parker e Scarlett Johansson, que apareceram em público utilizando seus exclusivos e sofisticados produtos. Nada mal para uma marca que tem aversão de mostrar seu logotipo.

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